Este blog é para pessoas que como eu, já se cansaram de estar acima do peso, e querem dar um basta ao excesso! Tô indignada por estar acima do peso a minha vida inteira, e agora aos 29 anos, resolvi que não vou mais carregar o volume extra! Acabou!!! Quem manda no meu corpo agora sou eu e não meu vício por comida!
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sábado, 29 de janeiro de 2011
Para refletir!!!
Às vezes nós ficamos tão preocupadas em emagrecer a qualquer custo e ficamos tão ansiosas, que isso, pode ter certeza, nos atrapalha e até nos impede de emagrecer. Vou falar de algo que está sendo uma experiência própria minha. Estou trabalhando a minha mente para não andar tão preocupada com essa questão. Estar preocupada o tempo todo só me deixa mais ansiosa para conseguir os resultados que eu preciso. E eu tenho a consciência de que não os alcançarei de uma hora para outra, pois não os consegui de uma hora para outra. Tenho certeza de que como eu muitas outras pessoas pensam assim, ou melhor, eu pensava, que emagrecer um kilo ou dois em uma semana, iria levar muito tempo para conseguir chegar ao peso que eu pretendo. Mas, então parei para pensar "em que nóia danada eu me meti". Passar a vida pensando em emagrecer e não conseguindo chegar a ponto algum! Vou dizer, não me pesei (não gosto de me pesar com muita frequência pois me deixa ansiosa), mas tem uma semana que eu estou agindo assim, controlando o que eu como e a quiantidade em que eu como, sem aquela neura de "Ai meu Deus, lá se foi minha dieta!". Já comi sim sorvete, biscoito da elma chips, com uma certa moderação (menos o biscoito que eu adoro, o De Montão) e vou lhe dizer entrei numa bermuda que eu não conseguia ficar meia hora dentro dela. Fui trabalhar e voltei bem mesmo com ela. Estou feliz! E a cada dois kilos ou um kilo que eu emagrecer vou sim me elogiar pela conquista. Vou comprar uma roupa nova só para me bajular toda vez que eu sentir que emagreci mais um pouquinho.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Aprendendo a Emagrecer
Se o tão desejado sonho dos gordinhos fosse um a fórmula mágica seria bom demais. Na verdade todos os que estão acima do peso sabe o quanto é difícil tentar um emagrecimento seguro e desejável.
Achei legal esse site sobre Emagrecimento APRENDA EMAGRECER.COM, o bom é que não tem mentiras e nem tenta te vender algum produto. Simplesmente neste site você vai aprender como fazer a moderação e se policiar em relação ao que come. Investir também em exercícios aeróbicos é tudo de bom.
Então, o que está esperando para começar a perder estes quilinhos a mais e fica linda para o verão?
O que não falta é site de incentivo para você começar a se valorizar e se livrar de uma vez por todas desses quilos indesejáveis que tanto atormenta.
Bom também é participar de um blog . Algumas blogueiras usam o blog para colocar diariamente tudo o que comem, assim interagem com os seguidores e afinam suas medidas.
Neste encontrei uma frase super legal:
A mão que leva comida a sua boca é a sua mão!
Achei legal esse site sobre Emagrecimento APRENDA EMAGRECER.COM, o bom é que não tem mentiras e nem tenta te vender algum produto. Simplesmente neste site você vai aprender como fazer a moderação e se policiar em relação ao que come. Investir também em exercícios aeróbicos é tudo de bom.
Então, o que está esperando para começar a perder estes quilinhos a mais e fica linda para o verão?
O que não falta é site de incentivo para você começar a se valorizar e se livrar de uma vez por todas desses quilos indesejáveis que tanto atormenta.
Bom também é participar de um blog . Algumas blogueiras usam o blog para colocar diariamente tudo o que comem, assim interagem com os seguidores e afinam suas medidas.
Neste encontrei uma frase super legal:
A mão que leva comida a sua boca é a sua mão!
Você quer ser Magra ou quer Emagrecer?
Uma coisa é certa: A ansiedade é a campeã de insucessos nas tentativas de emagrecimento e é esta que impulsiona o descontrole alimentar e que gerencia o comando das emoções. Se somarmos a ela, o estresse e as escolhas erradas na alimentação, é aí que o sucesso do corpo que se busca, fica comprometido pela sensação de fracasso da pessoas.
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Como ninguém nasceu para dar errado, não há alimento mais nutritivo para o ser humano do que o amor próprio e isso começa acontecer quando você deixa de tratar você mesma como você trata do seu estômago. Você sabe qual é o fator que mais contribui para aumentar a ansiedade no comer? Não há nada que seja tão eficaz para deixar você engolir tudo o que vê pela frente, do que a privação alimentar. É nas restrições exageradas de alimentos que se encontram as piores armadilhas, porque o fato de pensar: “Eu não posso comer” gera tanto estresse, que a pessoa age no “tudo ou nada” e se restringe do que gosta de comer, para “emagrecer” (não ficar magra, pois quem quer emagrecer, sabe que tem dia para terminar a dieta e faz restrições até o dia anterior de uma festa, um casamento ou um feriado).
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Com o passar do tempo, essa mesma pessoa se solta na alimentação e sem se dar conta, ela come três vezes mais, posteriormente. Nisso, ao invés de comer um prato raso de macarrão, come quatro pratos e meio, só para compensar as vezes que não pode ter este prazer. Se a pessoa se deixa levar pelos extremos, ela entra em um circulo vicioso que parece não ter fim: começa o regime restritivo e isso aumenta o estresse. O estresse por sua vez, aumenta a ansiedade e faz com que a pessoa compulsione na comida. A compulsão gera culpa, que gera frustração, que gera atitude de restrição alimentar e começa a mesma dança tudo outra vez.
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O problema não é vivenciar esse ciclo uma vez ou outra, mas fere e arde passar por isso mais de cinqüenta vezes e não conseguir ver a saída do problema. E por que a pessoa precisa se agredir tanto para conseguir o que quer? Quando se come o que gosta, mas sem exageros, a pessoa não fica ansiosa e não aciona o estresse e o desejo de compulsionar. Executando esse treino, a pessoa pode estar no caminho certo para ser magra e não necessariamente viver fazendo dieta, andando em círculos e sentindo que não sai do lugar e com o peso do sentimento de fracasso.
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Uma coisa é certa: Certamente, VOCÊ VALE MAIS QUE UM PÃO, UM CHOCOLATE E UMA MASSA, pois nenhum prazer pessoal vale mais que o fato de se sentir bem consigo próprio (mesmo que isso exija tempo). O que não dá, é ter que viver como se fosse um padrão contínuo de privação que aumenta o estresse, que aumenta a ansiedade, que leva a compulsão, que gera culpa, que Seu “eu” é infinitamente maior do que seu peso.
Como ninguém nasceu para dar errado, não há alimento mais nutritivo para o ser humano do que o amor próprio e isso começa acontecer quando você deixa de tratar você mesma como você trata do seu estômago. Você sabe qual é o fator que mais contribui para aumentar a ansiedade no comer? Não há nada que seja tão eficaz para deixar você engolir tudo o que vê pela frente, do que a privação alimentar. É nas restrições exageradas de alimentos que se encontram as piores armadilhas, porque o fato de pensar: “Eu não posso comer” gera tanto estresse, que a pessoa age no “tudo ou nada” e se restringe do que gosta de comer, para “emagrecer” (não ficar magra, pois quem quer emagrecer, sabe que tem dia para terminar a dieta e faz restrições até o dia anterior de uma festa, um casamento ou um feriado).
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Com o passar do tempo, essa mesma pessoa se solta na alimentação e sem se dar conta, ela come três vezes mais, posteriormente. Nisso, ao invés de comer um prato raso de macarrão, come quatro pratos e meio, só para compensar as vezes que não pode ter este prazer. Se a pessoa se deixa levar pelos extremos, ela entra em um circulo vicioso que parece não ter fim: começa o regime restritivo e isso aumenta o estresse. O estresse por sua vez, aumenta a ansiedade e faz com que a pessoa compulsione na comida. A compulsão gera culpa, que gera frustração, que gera atitude de restrição alimentar e começa a mesma dança tudo outra vez.
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O problema não é vivenciar esse ciclo uma vez ou outra, mas fere e arde passar por isso mais de cinqüenta vezes e não conseguir ver a saída do problema. E por que a pessoa precisa se agredir tanto para conseguir o que quer? Quando se come o que gosta, mas sem exageros, a pessoa não fica ansiosa e não aciona o estresse e o desejo de compulsionar. Executando esse treino, a pessoa pode estar no caminho certo para ser magra e não necessariamente viver fazendo dieta, andando em círculos e sentindo que não sai do lugar e com o peso do sentimento de fracasso.
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Uma coisa é certa: Certamente, VOCÊ VALE MAIS QUE UM PÃO, UM CHOCOLATE E UMA MASSA, pois nenhum prazer pessoal vale mais que o fato de se sentir bem consigo próprio (mesmo que isso exija tempo). O que não dá, é ter que viver como se fosse um padrão contínuo de privação que aumenta o estresse, que aumenta a ansiedade, que leva a compulsão, que gera culpa, que Seu “eu” é infinitamente maior do que seu peso.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Emagrecer com a força do pensamento parte 2
Acredite: o que pensa e como age ajuda você a engordar. E é isso que pode auxiliá-la a emagrecer
por Mariana Viktor
Não brigue com você mesma
Já percebeu que a gordinha que você é e a magrinha que gostaria de ser estão sempre em guerra? A gente costuma tomar partido da nossa Gisele Bündchen e cair de pau na rechonchuda: brigamos conosco por assaltar a geladeira, por não caber na roupa, pela celulite, pela frustração... Só que, ao fazer isso, não resolvemos o problema, mas prolongamos a guerra! “O verdadeiro segredo é não ver a gordura como algo negativo nem buscar uma forma física impossível de alcançar, mas aceitar com amor incondicional ser quem somos”, explica a psicóloga Maria Beatriz Severino, única brasileira credenciada a exercer o método desenvolvido pelo americano John Demartini, que participou do filme O Segredo. Por mais paradoxal que pareça, essa aceitação é o caminho das pedras para queimar quilos. Ao nos aceitarmos, a guerra termina e a tendência natural é que nosso organismo entre em equilíbrio, cessando o desejo de comer além do que a fome física pede. “A transformação acontece quando nos damos esse amor”, diz Beatriz. “Quando você se aceita totalmente, transmuta o impulso responsável pela compulsão de atacar a geladeira... E aí, sim, ganha condições de emagrecer!”
Emagrecer com a força do pensamento parte1
Se você ainda resiste à idéia de que corpo e mente trabalham em conjunto e formam um todo indivisível, basta lembrar o modo como seu organismo reage nas situações em que você sente medo, raiva ou leva um susto. O coração dispara, o sangue recebe uma enxurrada de adrenalina, o rosto pode ficar vermelho, você talvez comece a tremer, a respirar mais rápido e até a chorar. Pessoas que vivem preocupadas com a perda do emprego, com a violência do dia-a-dia ou com a balança – e que passam os dias sofrendo por antecipação – acabam entrando num nível de estresse que termina por gerar desequilíbrios orgânicos. Os males vão da insônia e dores musculares a distúrbios digestivos e cardíacos, passando por depressão, ansiedade crônica e síndrome do pânico. Claro que situações estressantes fazem parte da vida, mas o que você diz a si mesma (ou seja, seus pensamentos e crenças) nessas situações pode ter um efeito tranqüilizador ou deixá-la ainda mais tensa.
O que muita gente que deseja emagrecer não percebe é que os pensamentos têm o poder de aumentar ou diminuir nosso peso. “Quem tenta eliminar os excessos e acaba desistindo geralmente está preso em um padrão mental automatizado (isto é, que já funciona sozinho) baseado no tripé medo–culpa–punição”, explica a psicóloga Maura de Albanesi, especialista em Neurolingüística e diretora do Instituto de Psicoterapia Progressiva, de São Paulo.
O medo é uma armadilha
A pessoa que sente muito medo de engordar ou de não conseguir perder peso é a que ganha quilos com mais facilidade. “Ela acredita que nasceu para ser gorda e que cada caloria ingerida se transformará em gordura em vez de ser eliminada. Mas isso não é verdade, porque o corpo tem a capacidade de liberar e eliminar calorias, de acelerar ou reduzir o metabolismo”, diz.
“Ele só passará a estocar adipócitos se ela tiver algum problema hormonal (o que só ocorre com uma pequena parcela da população) ou emitir uma ordem mental gerada pelo medo e pela crença de que seu corpo estoca na forma de gordura tudo o que come”, exemplifica. A mente, segundo ela, é como um computador que obedece ordens, mesmo que a pessoa não perceba que está mandando. “Precisamos estar muito atentos ao tipo de programação mental que criamos ou reforçamos todos os dias com os nossos pensamentos e crenças, porque o cérebro não distingue se o que pensa e sente como conseqüência desses pensamentos é o que você quer ou não quer, se é real ou não – ela responde como se fosse uma verdade”, adverte.
Crime e castigo
Sempre que a pessoa come mais do que gostaria ou não consegue levar a dieta adiante – ou acredita que cometeu um erro –, entra em ação o sentimento de culpa. “Esse delito para ela, por sua vez, aciona o mecanismo mental da autopunição, que nesse caso é justamente consumir para engordar. O pior castigo para quem quer emagrecer”, analisa a psicóloga.
Na maioria das vezes esse comportamento atua de maneira inconsciente, mas é acionado conscientemente através de pensamentos de revolta por ter saído da linha ou por interromper o regime antes de eliminar os quilos extras que queria. Assim o medo, a culpa e a punição vão se alternando num círculo vicioso sem-fim. “A primeira atitude para quebrar esse padrão é dar-se conta dele”, ensina Maura. Depois é preciso parar de dar força aos pensamentos negativos, deixar de acreditar neles. “O terceiro passo é incluir novos pensamentos e crenças, anulando o antigo mecanismo mental e reprogramando nossa mente de forma positiva.”
Programação positiva
Claro que isso não acontece da noite para o dia – é um processo e você precisa ter paciência e carinho para consigo mesma. Dizer coisas como “eu tenho que parar com esse medo de engordar” ou “eu preciso parar de me culpar” é mais uma pressão na nossa cabeça. “Caso a paciente alcance o sucesso, acaba acionando de novo o mecanismo da punição, ou seja, a mesma programação mental que a fez ganhar peso”, explica a especialista.
A origem dessa programação mental negativa são nossas crenças (não as religiosas, mas outras, em mitos emagrecedores). Elas parecem verdadeiras para nós. A bióloga gaúcha Márcia C., 34 anos, 1,70 m, 72 kg, conta que, na infância, os colegas a chamavam de gorda e que isso marcou sua auto-imagem, tanto que ela acreditava não ter capacidade de perder peso. “Olhando minhas fotos da época, vejo que nem estava tão cheinha como diziam. Era, sim, mais alta que minhas colegas, mas estava no peso ideal. Só que cresci com a sensação ruim de que era uma bola. E, por mais que eu emagrecesse, acabava engordando tudo de novo”, conta ela.
Márcia fez uma terapia de regressão e sua antiga crença foi reprogramada – a terapeuta fez com que ela compreendesse que na verdade não era gorda, mas estava em fase de crescimento e era mais alta que as meninas de sua idade. “Só isso já tirou a angústia enorme que eu sentia por me achar condenada a ser gordinha pelo resto da vida. Em três meses, eu perdi quase 5 kg, naturalmente”, comemora.
Pare de contar calorias
Outra crença comum à maioria das gordinhas é a de que elas precisam ficar iguais às modelos famosas. Por trás dessa necessidade de seguir padrões impostos pela mídia, para ser social e afetivamente aceita, está a falta de percepção de que cada uma de nós é única em sua individualidade. “Abandonar a crença imposta pelo coletivo e nos perceber como indivíduos, em nossa originalidade física e psíquica, significa tirar um peso enorme das costas”, diz Maura. “Sem essa pressão, a ansiedade diminui e emagrecer se torna mais fácil.”
Um antídoto contra o medo de ganhar peso é deixar de lado a tabela de calorias e acreditar, de verdade, que durante a refeição, na hora em que o alimento entra em seu corpo, a própria química orgânica eliminará o desnecessário e transformará os nutrientes em energia, saúde e beleza. “Ter esse tipo de pensamento muda tudo!”, resume Maura.
O que muita gente que deseja emagrecer não percebe é que os pensamentos têm o poder de aumentar ou diminuir nosso peso. “Quem tenta eliminar os excessos e acaba desistindo geralmente está preso em um padrão mental automatizado (isto é, que já funciona sozinho) baseado no tripé medo–culpa–punição”, explica a psicóloga Maura de Albanesi, especialista em Neurolingüística e diretora do Instituto de Psicoterapia Progressiva, de São Paulo.
O medo é uma armadilha
A pessoa que sente muito medo de engordar ou de não conseguir perder peso é a que ganha quilos com mais facilidade. “Ela acredita que nasceu para ser gorda e que cada caloria ingerida se transformará em gordura em vez de ser eliminada. Mas isso não é verdade, porque o corpo tem a capacidade de liberar e eliminar calorias, de acelerar ou reduzir o metabolismo”, diz.
“Ele só passará a estocar adipócitos se ela tiver algum problema hormonal (o que só ocorre com uma pequena parcela da população) ou emitir uma ordem mental gerada pelo medo e pela crença de que seu corpo estoca na forma de gordura tudo o que come”, exemplifica. A mente, segundo ela, é como um computador que obedece ordens, mesmo que a pessoa não perceba que está mandando. “Precisamos estar muito atentos ao tipo de programação mental que criamos ou reforçamos todos os dias com os nossos pensamentos e crenças, porque o cérebro não distingue se o que pensa e sente como conseqüência desses pensamentos é o que você quer ou não quer, se é real ou não – ela responde como se fosse uma verdade”, adverte.
Crime e castigo
Sempre que a pessoa come mais do que gostaria ou não consegue levar a dieta adiante – ou acredita que cometeu um erro –, entra em ação o sentimento de culpa. “Esse delito para ela, por sua vez, aciona o mecanismo mental da autopunição, que nesse caso é justamente consumir para engordar. O pior castigo para quem quer emagrecer”, analisa a psicóloga.
Na maioria das vezes esse comportamento atua de maneira inconsciente, mas é acionado conscientemente através de pensamentos de revolta por ter saído da linha ou por interromper o regime antes de eliminar os quilos extras que queria. Assim o medo, a culpa e a punição vão se alternando num círculo vicioso sem-fim. “A primeira atitude para quebrar esse padrão é dar-se conta dele”, ensina Maura. Depois é preciso parar de dar força aos pensamentos negativos, deixar de acreditar neles. “O terceiro passo é incluir novos pensamentos e crenças, anulando o antigo mecanismo mental e reprogramando nossa mente de forma positiva.”
"Então, a tendência natural é que nosso organismo entre em equilíbrio, cessando o desejo de comer além da conta" |
Claro que isso não acontece da noite para o dia – é um processo e você precisa ter paciência e carinho para consigo mesma. Dizer coisas como “eu tenho que parar com esse medo de engordar” ou “eu preciso parar de me culpar” é mais uma pressão na nossa cabeça. “Caso a paciente alcance o sucesso, acaba acionando de novo o mecanismo da punição, ou seja, a mesma programação mental que a fez ganhar peso”, explica a especialista.
A origem dessa programação mental negativa são nossas crenças (não as religiosas, mas outras, em mitos emagrecedores). Elas parecem verdadeiras para nós. A bióloga gaúcha Márcia C., 34 anos, 1,70 m, 72 kg, conta que, na infância, os colegas a chamavam de gorda e que isso marcou sua auto-imagem, tanto que ela acreditava não ter capacidade de perder peso. “Olhando minhas fotos da época, vejo que nem estava tão cheinha como diziam. Era, sim, mais alta que minhas colegas, mas estava no peso ideal. Só que cresci com a sensação ruim de que era uma bola. E, por mais que eu emagrecesse, acabava engordando tudo de novo”, conta ela.
Márcia fez uma terapia de regressão e sua antiga crença foi reprogramada – a terapeuta fez com que ela compreendesse que na verdade não era gorda, mas estava em fase de crescimento e era mais alta que as meninas de sua idade. “Só isso já tirou a angústia enorme que eu sentia por me achar condenada a ser gordinha pelo resto da vida. Em três meses, eu perdi quase 5 kg, naturalmente”, comemora.
Outra crença comum à maioria das gordinhas é a de que elas precisam ficar iguais às modelos famosas. Por trás dessa necessidade de seguir padrões impostos pela mídia, para ser social e afetivamente aceita, está a falta de percepção de que cada uma de nós é única em sua individualidade. “Abandonar a crença imposta pelo coletivo e nos perceber como indivíduos, em nossa originalidade física e psíquica, significa tirar um peso enorme das costas”, diz Maura. “Sem essa pressão, a ansiedade diminui e emagrecer se torna mais fácil.”
Um antídoto contra o medo de ganhar peso é deixar de lado a tabela de calorias e acreditar, de verdade, que durante a refeição, na hora em que o alimento entra em seu corpo, a própria química orgânica eliminará o desnecessário e transformará os nutrientes em energia, saúde e beleza. “Ter esse tipo de pensamento muda tudo!”, resume Maura.
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